16 junho, 2008

O adeus final

O momento é triste... a ambição era desmedida, a crença sem igual e o desejo se fazer gritar o nosso nome no mundo por demais alto.
Mas após a queda só há um caminho, erguermo-nos mais fortes!
P.S. Como isto é um blog de arquitectura, aqui fica um pequeno dislumbre de um edificio que me chamou a atenção durante o jogo, se alguem souber informações sobre o mesmo e queira partilhar aqui, agradeço!

Apelo

O regresso a Portugal fez mudar muito a minha vida, o que acabou por se reflectir neste blogue que nasceu e cresceu nos Paises Baixos... Muitos meses passaram desde um ultimo post, inicialmente não por falta de vontade, mas por falta de temáticas de interesse, ou entao por inexistência de vontade para perder horas na internet à procura de algo relevante, tempo era algo que tinha de sobra quando noutras paragens me encontrava. Pois bem, este blogue não é somente um escape mas um exercicio de crítica e de busca arquitectónica, ideias, imagens e pensamentos, portanto não posso deixar de praticar e estimular o gosto pela Arquitectura! espero n perder a paixão em Portugal por esta causa... mas será que consigo ter dois amores...
Vou-me esforçar.... mas preciso k me ajudem... uns com os posts e os restantes com os comentários!
Fica o apelo!

14 junho, 2008

Caixa Forum em Madrid

O edifício da Caixa Forum foi concebido pelo atelier Herzog & de Meuron de modo a transformar-se num polo de atracção urbano, não somente para os amantes da arte, visto a função primordial deste espaço é servir de Galeria, mas para todos os habitantes de Madrid e do exterior. À imagem de muitos museus por esta Europa, aplicou-se igualmente o conceito de edifício "estrela", ou seja, pretende-se que os visitantes procurem este espaço não somente pelo conteúdo programático, pela diversidade de exposições, mas também pelo edifício em si, pela riqueza arquitectónica que ele representa no panorama da cidade de Madrid. O edifício ocupou uma área considerável, antigamente local de uma antiga Central Eléctrica, cuja traça industrial do edifício pré-existente foi mantida pelo seu interesse cultural e histórico para a cidade, e uma antiga bomba de gasolina, cuja localização se encontrava desvirtuada acabando por ter sido demolida, originando assim uma pequena praça entre esta nova identidade e o Museu do Prado. O novo edifício funde-se com o existente, transformando-se numa massa pesada, que no entanto contrariando as mais elementares leis da física, solta-se do território físico abrindo uma passagem que convida os transeuntes a deambular. Este gesto, é o resultado da subtracção do piso térreo, que se encontrava obsoleto e desnecessário, resolvendo assim uma série de problemas que o projecto enfrentava: a dimensão compacta das ruas que circundavam o edifício e que de certo modo dificultavam a criação de espaços de permanência e a colocação da entrada principal; tudo isso é resolvido através desta praça coberta k surge da remoção do piso térreo, atribuindo um carácter monumental e de espectacularidade ao edifício, próprio do perfil desejado. Dentro do edifício existem duas zonas claramente distintas, uma acima do solo e outra enterrada. As áreas mais técnicas e menos flexíveis, tais como auditórios e salas de conferencia, encontram-se nos pisos subterrâneos, enquanto nos pisos superiores localizam-se os espaços expositivos, restaurantes e zona administrativa. Por último, mas não menos importante para a forma do edifício, o desenho da silhueta nos seus últimos pisos, cuja diferença chama atenção pela singularidade, é fruto da representação da projecção das coberturas dos edifícios circundantes, integrando este edifício na malha urbana de um modo sólido e estruturado, fazendo jus ao Passado mas mostrando-se orgulhoso do Presente que o acolhe!













Imagens da arquitectura contemporânea japonesa


Atelier Bow-Wow, Juicy House, Tokyo, 2005, Fuji


Kengo Kuma & Associates, Lotus House, Kamakura, 2005



Kengo Kuma & Associates Ginzan Onsen Fujiya, Yamagata 2007


Power Unit Studio, Y House Aichi, 2005, Makoto


Toyo Ito & Associates Tods Store Tokyo, 2004



Atelier Bow-Wow, Gae House, Tokyo, 2004

Nature = design

Esta peça de mobiliário, Fractal Table, é da autoria do gabinete de design Platform Wertel Oberfell, o qual usou padrões de crescimento dos fractais, existentes na natureza, como mote conceptual para o desenvolvimento desta peça.
Esta peça consiste numa estrutura em forma de árvore, cujo crescimento leva a subdivisão dos seus elementos (ramos), criando uma superficie densa e padronizada.





26 janeiro, 2008

Constuir a imagem

O fotógrafo belga, Filip Dujardin, é objecto de uma intrigante exposição no Centro de Arte de Bruxelas, Bozar, sobre o seu trabalho que se debruça sobre montagens relacionadas com Arquitectura e a relação dos edificíos com o espaço. É a primeira vez que o seu trabalho é exposto. Aqui ficam algumas imagens.




15 janeiro, 2008

Hotel Fox

Há imagem do já conhecido Hotel Puerta América em Madrid, no qual diversos arquitectos de renome, tais como Zaha Hadid, Arata Isozaki, Norman Foster…só para citar alguns, participaram nesta experiência na qual se propunha aos diversos intervenientes o desenvolvimento exclusivo de um piso desta unidade hoteleira, reflectindo assim, no seu interior, as diversas perspectivas e abordagens da arquitectura.
Pois bem, dentro de um espírito mais dinâmico, eventualmente, esta experiência foi levada além fronteiras com o patrocínio da Volkswagen, onde com um orçamento bastante mais limitado diversos designers tiveram a oportunidade de reformular os diversos quartos de uma unidade hoteleira. O Hotel Fox é exemplo como o design, nomeadamente o design gráfico têm um papel importante para desempenhar na arquitectura, porque somos consumidores de imagens, literalmente, já não nos basta as texturas, as cores e o brilho dos materiais e as suas diversas combinações e formas, é preciso a isso tudo juntar arte, desenho, criação, imagética! Fica a descrição e as imagens!
Uma pequena ressalva, os preços parecem ser bastante convidativos…por isso quem estiver a pensar visitar, ou renovar a experiência de conhecer Copenhaga aqui fica uma boa dica para a vossa estadia.

“São 61 os quartos onde se pode pernoitar, mas a escolha não é apenas feita pela comodidade ou pelo tipo de apetrechos disponíveis ou pelo grau de descanso que proporcionam. No Hotel Fox, cada um dos compartimentos habitualmente destinados ao repouso é um convite à descoberta, à apreciação de uma peça individual de arte, saída das mãos e da imaginação de 21 designers gráficos e ilustradores. A concepção do Hotel Fox teve uma singular origem: para o lançamento do seu novo Fox – automóvel direccionado principalmente para um público jovem – a Volkswagen preparou uma surpreendente campanha de marketing, o Projecto Fox. É neste projecto que se insere o Hotel Fox, uma unidade hoteleira situada em Copenhaga, na Dinamarca, propriedade do grupo Brochner. Foi atribuído a cada um dos diferentes artistas um quarto vazio e todo pintado de branco e, durante dois meses, esta única e rara colecção de criadores entregou-se à actividade inventiva da pintura e da colagem, ao mesmo tempo que se divertia, numa espécie de prolongamento workshop. O resultado é um espantoso depoimento do estado e da evolução da arte da ilustração contemporânea que se testemunha mal se entra no lobby, se visita o bar ou se saboreia o inovador menu do restaurante Fox Kitchen, concebido pelo grupo australiano Pandorosa.
Com paisagens suíças retiradas da história da Heidi; com personagens feéricas, provenientes dos contos infantis; com atmosferas futuristas ou com ambientes repletos de poemas e versos, a escolha do quarto torna-se difícil – seria preferível passar uma noite em cada um destes pequenos aconchegos coloridos. Mas algo é certo, qualquer que seja a opção que se seleccione: as histórias de embalar não faltarão, pelo menos as figuras ilustradas acompanharão o sono e povoarão os sonhos dos hóspedes do Hotel Fox.”